29 Agosto 2007

Durante muitos anos ouvi rap e mesmo agora, com os meus gostos musicais um pouco diferentes, tenho uma grande simpatia pelo rap (o de qualidade e não o rap geração MTV). Se actualmente ainda vou ouvindo algum é muito por causa de senhores como Common. Este senhor conta com sete álbuns lançados e com uma carreira que se vem afirmando de ábum para álbum. Andou no underground até ter feito um dueto com a saudosa Lauryn Hill em Retrospect for life, tema do seu disco One day it'll make sense. Em 2000 sai o seu primeiro trabalho editado por uma major, Like water for chocolate, onde trabalha com o colectivo Hip-hop The Soulquarian's do qual também faz parte. Em 2002 é Electric circus que vê a luz do dia e em 2005 é Be que nasce, onde Kanye West marca presença na produção. já em 2007 volta à carga com Finding Forever e novamente com Kanye West a produzir a maioria dos temas. Common caracteriza-se por letras onde foca a espiritualidade, a pobreza e outros problemas socias. A sua música vai buscar muito ao espirito do jazz. Para ver e ouvir ficam dois videos, The people retirado de Finding forever e Be do álbum Be. BRAVO! BRAVO!
*Se quiserem uma informação mais detalhada sobre o artista, cliquem aqui.

Common - The people



Common - Be

24 Agosto 2007

Os Birdy Nam Nam são um colectivo de Djs franceses, que eu descobri há uns tempos atrás num programa do canal Mezzo, de seu nome Jazz Sequence Mix. Constituidos por Crazy-B, DJ Pone, DJ Need e Little Mike, estes sócios já ganharam um monte de prémios de turntablism, entre os quais o DMC Technics 2002 World Team Championship, nada mais nada menos que o campeonato mundial de Djs por equipas. Fazem do gira-discos o seu instrumento musical e fezem-no com mestria, porque põem mesmo o gira-discos a tocar com samplers que vão do rock à musica clássica, passando pelo jazz e mais alguma coisa que interesse. Fazem um som hip-hop abstracto mas também metem electro à mistura. Do seu único álbum de originais, álbum homónimo, fica o vídeo do tema Absesses, para verem o que estes gajos são capaz de fazer. Puta que pariu!

Birdy Nam Nam - Absesses

23 Agosto 2007

Alif Tree é um dj, produtor e engenheiro de som francês, que conta com três álbuns editados. Em 1999 assinou The observatory, onde pairam sobre o seu downbeat, fragrâncias pop, pepitas de ficção cientifica, jazz e sabores exóticos. Em 2001 chegava-nos o seu segundo longa duração Spaced, editado pela editora Universal Jazz. Este trabalho vagueia pelo trip-hop clássico, hip-hop instrumental mas sempre com uma atitude Jazzy espacial. Em 2006 apresenta-nos French cuisine, com o selo da Compost records, continuando com o seu electro jazz. Neste seu recente cozinhado, já há mais da escola clássica do jazz, há samplers de vozes de divas como Shirley Horn, Anna Karina ou Nina Simone. É um bom trabalho de pesquisa, de recolha e produção dando à obra grande qualidade. Para saborear deixo-vos este magnífico Forgotten Places, do seu French cuisine (creio que este vídeoclip não é oficial, mas é o que se arranja). Bon apetit!

Alif Tree - Forgotten Places

20 Agosto 2007

Bitter:Sweet é a minha mais recente descoberta e pela qual fiquei colado ao leitor de mp3, a descobrir o seu álbum de estreia, The Mating Game. Shana Halligan (vozes) Kiran Shahani (produção) vêm de Hollywood com uma mescla de electrónica, jazz, tons de drum and bass preguiçoso, hip-hop aqui e ali e uns toques de imaginário cinematográfico. E como estou aqui numa de relax a ouvir o álbum, a vontade de escrever não é muita, por isso cliquem aqui para ouvirem e lerem mais sobre o grupo.
A amostra que vos deixo é o tema Dirty Laundry, que tem um vídeoclip bem catita!

Bitter:Sweet - Dirty Laundry

06 Agosto 2007

Micro Audio Waves é um grupo português, e isto é prova de que em Portugal se faz do melhor que há em música electrónica. Originalmente formado por Flak (guitarrista dos Rádio Macau) e Carlos Morgado, apareceram em 2000 para desenvolverem composições electrónicas minimais de carácter experimental. Em 2002 lançaram o álbum homónimo, onde se verifica esta tendência. Com a entrada de Cláudia Efe (voz), o grupo vira-se então para uma electrónica mais pop mas sem perder de todo o experimentalismo. Em 2004 é lançado No waves, considerado pelo famoso radialista e crítico musical John Peel, um dos mais excitantes álbuns do ano. No waves ganhou também o Qwartz Electronic Music Award em Paris (melhor álbum e melhor videoclip).
Já em abril deste ano foi posto a circular Odd size baggage, onde se mantém o formato canção mas já com uma electrónica não tão experimental como acontecia nos seus antecessores. deste último trabalho fica para ver e ouvir Down by flow.

Micro Audio Waves - Down by flow

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