29 Setembro 2007

Just Press Play #2

Laika - Alphabet Soup

22 Setembro 2007

Vindo de Budapeste, Ambrus Tövisházi A.K.A Erik Sumo e a sua banda, fazem um cocktail de jazz europeu, dub, bandas sonoras, funk torcido e recortes de música da região báltica. O seu álbum (e único até agora) My rocky mountain (2005) é inspirado tanto por Ennio Morricone, como por Clint Eastwood ou pelos Portishead. My rocky mountain é um álbum que surpreende, estimula e desafia. Peguem nos vossos cavalos e vão dar uma volta pela pradaria, ao som de Eric Sumo.
o Vídeo que se segue é do tema This Is Where It Began.
(Já agora passem pelo site oficial porque vale bem a pena)


Erik Sumo - This Is Where It Began

Waldeck e as histórias do swing

Waldeck é um produtor de Viena que conta três álbuns de originais lançados, Balance Of The Force (1998), The Night Garden (2001) e Ballroom stories (2007). Waldeck caracteriza-se por fazer uma música electrónica com toques de jazz, dub e trip-hop. depois de uma longa paragem, o seu último trabalho demonstra uma intenção de tomar novos rumos. É uma viagem à américa dos anos 20, com um jazz muito "swingado", perfeito para levar nos ouvidos enquanto se assaltam casas e bancos, porque parece que nada nos vai acontecer, ou então para se estar numa fila de trânsito a ver o gajo da frente a fazer merda e nós nem sequer o insultamos. É o efeito que Ballroom stories consegue. É swing, é cabaret, é fumo e é batota.
O single de apresentação deste Ballroom stories é Get up Carmen. Não será o single que mais espelha o álbum, mas é o que há e por isso aqui fica.

Waldeck - Get up Carmen

06 Setembro 2007

A propósito do sueco Ebb e do seu álbum de estreia Loona, Rafael Santos em http://www.bodyspace.net/, escreve o seguinte:

"Entre as pulsações nervosas de uma electrónica irrequieta e a calmaria poética que as suas melodias invocam, nasce um contraste evidente entre os sonhos inocentes de uma criança envolta pelo denso verde de uma floresta enevoada e a fadiga nerval que acelera o metabolismo e explora desnecessariamente o limite da tensão humana.
E será uma vez mais essa resistência que expõe o melhor de dois mundos a mais-valia que torna Ebb num músico de ideias respeitáveis no universo da folktronica. O tema de abertura – e que dá título ao disco – é um dos soberbos momentos que reflecte para o resto da música o espírito que poderemos encontrar ao longo de uma hora: uma formalidade pop que se solta com estalidos e bleeps em tom experimental. A eloquência da composição assegura-nos a integridade. A electrónica auxilia a aventura fazendo com que a máquina pulse vida sem que se olhe para ela como um biónico com excesso de programação.
O tom melancólico de “Loona” e “When Dusk Begins” relembra a outrora perfeição etérea que Sigur Rós perderam. Em “I Am All Made Of Music” os Royksopp são chamados à memória quando a interface entre a noção de melodia perfeita e o equilíbrio das electrónicas elegantes é necessário para sustentar a ideia prima. Já “Minau” vive suspenso entre as hesitações atmosféricas dos Múm e as certezas rítmicas de Four Tet. As aproximações a uns Kings Of Convenience também não passarão despercebidas, tanto que a necessidade de expor emoções não difere substancialmente, independentemente da impressão menos acústica ou mais electrónica de Ebb.
Não viveremos em Loona o absoluto reconhecimento de um novo mundo, agora já podemos viver na necessidade de descobrir, quanto antes, um disco pop que agradará a quem encontrou nos Junior Boys o ideal de canção perfeita. Frio por fora e quente por dentro, Loona reconforta-nos com a sua delicadeza natural, embala-nos a alma com a sua monção poética e derrete o gelo sem grandes contrariedades. Nem se esperaria mais em tempos de aquecimento global."

E quem sou eu para contrariar?!
Fica para rodar o vídeo do tema Life is on tv

Ebb - Lifes is on tv

04 Setembro 2007

Just Press Play #1


Hexstatic featuring Juice Aleem - Distorted Minds

01 Setembro 2007

Como já havia sido prometido há um tempo atrás, venho escrever-vos então sobre os The Knife. Formados em 1999, estes suecos são constituidos pelos irmãos Karin Dreijer e Olof Dreijer. Os The Knife contam com quatro discos lançados, The Knife (2001); Deep Cuts (2003); Hannah med H - OST (2003); Silent Shout (2006) e desenvolvem pouca simpatia pelo mainstream. Raramente dão entrevistas ou se deixam fotografar (e quando o fazem, normalmente aparecem mascarados ou com o rosto pintado), só depois do lançamento do último álbum é que começaram a dar concertos. Em 2003, na entrega do grammy que tinham ganho por melhor grupo pop sueco, o duo enviou em seu lugar para receber o prémio, duas mulheres vestidas de gorilas, em protesto pelo dominio masculino no mundo discográfico.
A sua electrónica é predominantemente fria e negra, com uma quase total ausência de instrumentos acústicos, sendo muitas vezes as vozes tratadas e distorcidas. As suas batidas bebem muito nos anos 80 e os seus sintetizadores parecem de baixa qualidade. O tema que vos deixo, Marble house, tem a participação de Jay-Jay Johanson e talvez seja um dos mais luminosos de Silent shout.

The Knife Featuring Jay-Jay Johanson - Marble House

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