25 Agosto 2008

Vindos de Toronto, The Silk Demise oferecem um trip-hop sensual e sinistro, através dos seus ambientes escuros e dos elementos industriais, que se combinam com as linhas de baixo e com as batidas down-tempo. Os instrumentais, a produção, algumas letras e vozes estão a cargo de Bill Litshauer, enquanto que Olivia Zielinski oferece a sua voz angelical juntamente com a restante escrita. The Silk Demise nasceram em 2000 e contam com dois álbuns de originais, The Silk Demise (2004) e Unlocked (2006). Para ver e ouvir fica o single Bound, retirado do seu primeiro trabalho.

The Silk Demise - Bound

20 Agosto 2008

Factor é um produtor canadiano associado ao hip-hop. Já com uma data de álbuns resultantes de colaborações, lança este ano Chandelier onde participa gente como Awol One, Josh Martinez, Sadat X, Mika 9 entre outros. O seu álbum não é só hip-hop ou pouco se rusume ao hip-hop convencional. Apesar de muitos dos seus convidados serem rappers, há abordagens ao trip-hop, folk e soul, criando um estilo próprio dentro de uma onda mais "indie-hop". Factor não se limita só a samplar, ele também pega em teclados, experimenta riffs de guitarra, e junta-os a mais uma carrada de outros sons e conjuga-os com as suas batidas. É bom que se farta este álbum!

Factor - More rude than handsome

19 Agosto 2008

Trolle//Siebenhaar é uma dupla que vem de Copenhaga, Dinamarca. Ane Trolle é quem dá voz ao projecto. Uma cantora eclética que pode andar por estilos que vão do hip hop ao reggae, do drum 'n' bass ao electro. Esta senhora já colaborou com Trentemøller e com Peder em algumas faixas. Pato Siebenhaar é quem está na produção e não é menos eclético do que Ane Trolle. Lançam agora em 2008 o álbum Couple therapy, onde misturam trip-hop, dub/raggae, jazz e uns travos de soul. Há por aí uma série chamada Grey's Anatomy que tem na banda sonora o tema The yard, mas o tema que vou deixar é Sweet dogs.

Trolle//Siebenhaar - Sweet dogs

13 Agosto 2008

Burial é um músico londrino que se manteve-se no anonimato durante algum tempo. Depois de muita especulação e depois de ser nomeado para um Mercury Prize, Burial resolve mostrar a sua identidade, colocando uma foto no Myspace acompanhada por um texto. Nesse texto Will Bevan, justifica o anonimato com o facto de querer que tudo fosse apenas sobre a música. Burial faz um dubstep* sombrio, com ambientes vagabundos e a deambular sem destino, com vozes fantasmagóricas, perdidas algures e que dão a sensação de estarem à procura da libertação. Há uma complexidade na sua música, que transmite ao ouvinte sentimentos distintos, porque ela pode ser aconchegante e fria ao mesmo tempo. No seu primeiro álbum Burial (2006), a atmosfera sombria estava mais marcada, mas com Untrue (2007), já se avistam uns raios de luz e de romantismo e como eu li algures: "...música de Burial não é para o quadril, mas tampouco é para o cérebro - é para o coração, por mais piegas que isso pareça ser."

* "Dubstep is a genre of electronic dance music that has its roots in London's early 2000s UK garage scene. The genre's name was coined by Ammunition Promotions. Musically, dubstep is distinguished by its dark mood, sparse rhythms, and emphasis on bass. Dubstep started to spread beyond small local scenes in late 2005 and early 2006, with many websites devoted to the genre appearing on the Internet and thus aiding the growth of the scene, such as dubstepforum, the download site Barefiles and blogs such as gutterbreakz. Simultaneously, the genre was receiving extensive coverage in music magazines such as The Wire and online publications such as Pitchfork Media. Interest in dubstep grew significantly after BBC Radio 1 DJ Mary Anne Hobbs started championing the genre, beginning with a show devoted to it (entitled "Dubstep Warz") in January 2006."

Tirado da Wikipedia
Burial - Archangel

08 Agosto 2008

Olga Kouklaki é uma moça que nasceu em 1979 (boa colheita) na cidade de Atenas, Grécia. Desde os 8 anos que se dedica à música, altura em que começou a tocar piano. A curiosidade levo-a a explorar a electrónica e a aprofundar os seus conhecimentos sobre produção musical. Depois das suas prestações como dj em bares gregos, Olga mudou-se em 2001 para Paris onde veio a trabalhar com nomes como Bang Bang, Nouvelle Vague, Reminiscent Drive e Avril. Em 2008 surge o seu álbum de estreia, Getalife. Um álbum que evoca sonoridades trip-hop, tecno e paisagens texturadas e sujas. Fica para ver e ouvir o single Her own right.

Olga Kouklaki - Her own right

Eu falo aqui pouquíssimo de hip-hop, mas quando falo é porque acho que vale bem a pena. Neste caso venho apresentar os Hocus Pocus, uma banda francesa formada nos anos 90 pelo Mc 20Sly. Ao longo do tempo, grupo foi sofrendo transformações relativamente ao número de elementos. Inicialmente era só o Mc 20Sly, actualmente já integra uma série de músicos que dão ao nome de banda o sentido que ela deve ter. Com baixo, guitarra, bateria, fender rhodes, os Hocus Pocus praticam um hip-hop orgânico que bebe fortemente no jazz e na música soul. É um hip-hop jazz refrescante, inteligente e bem agradável. Estive a ver uma data de videoclips deles e são todos muito bons. Deixo aqui dois e se quiserem ver mais, passem pelo youtube porque vale bem a pena!

Hocus Pocus - J'attends


Hocus Pocus - Mr tout le monde

04 Agosto 2008

Sr. Kruder & Dr. Dorfmeister

Estava em pleno ano de 2001, o meu primeiro ano de serviço e a independência financeira começava a ser outra. Nunca tinha visto até então, tanto dinheiro na minha conta. Enquanto estudava tinha de gerir bem o meu dinheiro para cobrir todas as despesas obrigatórias e algumas despesas com o cinema, o teatro e a música e a música era essencialmente rap. Mas nesse tal ano de 2001 ouvi uma música num jantar de professores qualquer, que me chamou a atenção. Eu lá perguntei ao professor Dj de quem era aquilo. Era de uns tais Count Basic mas remisturada por outros tais Kruder & Dorfmeister.
Aquilo ficou-me na cabeça até um dia ir à saudosa e extinta Valentim de Carvalho em Viseu. Cheguei, peguei, ouvi e comprei The K&D sessions de Kruder & Dorfmeister. A partir daquele dia começava a descoberta de um novo caminho musical na minha vida. Era aquele som que vinha refrescar a cabeça, que já andava um pouco desiludida com o rumo que o rap estava a levar.
E que maneira melhor de começar a viragem do que com estes senhores considerados os mestres das remisturas. Eles remisturaram para gente como Madonna, Lamb, Depeche Mode, Roni Size, Sofa Surfers, David Holmes, Rocker's Hi Fi, etc, etc, etc. Esta dupla austríaca já há muito que não trabalha em conjunto, mas têm a sua editora G-Stone e desenvolvem projectos quer a solo, quer juntamente com outros compinchas.
Peter Kruder tem a sua Peace Orchestra e juntamente com Christian Prommer e Roland Appel desenvolve o projecto Voom:Voom. Já Richard Dorfmeister partilha com Rupert Huber o projecto Tosca e desenvolve algum trabalho em parceria com os Madrid De Los Austrias.
Para mim continuam a ser únicos e os seu The K&D sessions continua a ser o meu disco de eleição, apesar das suas músicas já terem integrado dezenas de compilações de qualidade duvidosa e de terem passado em fundo nas mais diversas peças televisivas. Este é um disco que todos deviam ter, mas não pirata!
Deixo aqui dois temas que fazem parte de The K&D sessions, uma remistura para os Depeche Mode e outra para os Sofa Surfers.

Depeche Mode - Useless (remixed by Kruder & Dorfmeister)


Sofa Surfers - Sofa rockers (Richard Dorfmeister remix)

02 Agosto 2008

Lucrecia é uma colombiana que explora sonoridades electro-pop e indietrónica. Começou em 2003 a aparecer em compilações electrónicas lançadas na Colômbia. Em 2005 lança o seu álbum Acerca e em 2007 lança o Ep Like Being Home. A sua experimentação musical fez com que fosse convidada para fazer remixes de gente dos Nortec Collective, entre outros. A sua música é tranquila e a sua voz é de algodão doce e para comprovar, fica aqui o vídeo do tema Counting backwards retirado do Ep Like Being Home.

Lucrecia - Counting backwards

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