30 Dezembro 2008

Claire Ross-Brown, uma actriz dinamarquesa/inglesa, dedicou-se agora também à música. Este ano lançou o álbum de estreia de seu nome Complexity. Apresenta momentos de trip-hop, electro pop e lounge. O que mais me agrada neste seu álbum é a produção, e essa ficou a cargo de Christian Rønn (que já conta com dois álbuns lançados sob o pseudónimo Ganga, na onda do downbeat e chillout) e Berry Sode (produtor dinamarquês de electrónicas mais ou menos ambiente). A voz de Claire encaixa bem na produção, mas penso que com outro tipo de voz, resultava daqui um discaço. e daqui veio o seguinte:

"All lyrics on the album is by Claire and they are very personal writings.
The album is very electronic sounding, but still with lots of acoustic instruments also. I would say definitely some influence from Massive Attack and maybe Everything But The Girl.
Some tracks are actually chill out like in their calmness and overall its a downtempo album I would say - electronic downtempo with a little psychedelic dreamness inbetween."

Claire Ross-Brown - Two Sisters

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29 Dezembro 2008

Alvik é um projecto sediado em Praga e constituido por cinco elementos. Anya responsável pelas vozes, Tio pela percursão, Radimon encarrega-se das flautas e syntetizador, M. Zepak no baixo e Mishan no sintetizador, nas guitarras e no rhodes. Com uma sonoridade orgânica que junta electrónicas a instrumentos, o grupo apresenta um electro-jazz, downtempo, lounge com nuances de drum and bass. Um som relaxante com uma presença quase constante de flautas melódicas e de teclados.
Consta no myspace da banda o seguinte:

"Founded in 2001 in Prague, Czech Republic, Alvik has become a driving force behind the best sounds resonating in Europe today. Alvik was built on their performances in Prague'ss smaller jazz clubs before graduating to larger halls, playing across Europe and touring the Czech Republic and the United States . With this growth the group's sound has evolved into its present form with a style which is as easy to listen to as it is hard to define.

Alvik is the perfection of elements brought by each of its members: front singer and songwriter-singer Anya Stuart, who has helped the band cross into the international scene with her North American roots; Bharata Rajnosek, hornman who cuts between sax, flute and trumpet; Petr Tichy, compelling stand-up bass player, Mishan Pajdiak on drums and samples from Prague and Audun Nedrelid, with his Norweigian fingers gracing the keyboard.

Together, Alvik breathes a new kind of jazz that transgresses a wide variety of styles and tempos from abstract hip-hop to broken beats to drum and bass and Latin rhythms."


Em 2004 lançaram Breathing geometry e já este ano saiu os seu segundo LP, Forms apart. Deixo aqui o tema Crawling, extraído do seu primeiro álbum.

Alvik - Crawling
Breathing geometry download

27 Dezembro 2008

2008, as escolhas

2008 termina com a crise instalada. De crise não se pode queixar quem gosta de música, porque parece que é nestas épocas que a criatividade floresce. Este ano trouxe muita música, muitas surpresas e algumas desilusões também. A lista que eu vou aqui deixar, reflecte apenas os meus gostos pessoais e não segue os hypes e as modas.
Tenho reparado, que parece que é quase obrigatório falar em certos discos, quando se faz um best of do ano que termina. Pois eu estou-me bem a cagar para isso! Estou-me a cagar para os Beach House, para os MGMT, para os Gang Gang Dance, para os Cut Copy, para os Vampire Weekend, para os TV on the Radio e para essa modinha dos grupos que misturam rock, new wave e electrónica. E se me estou a cagar é porque ouvi os álbuns que estes e outros do género lançaram. Isso deixa-me mais à vontade para o fazer.
Aqui o negócio é manter-me fiel ao meu mp3, e se no meu mp3 os álbuns andam muito tempo, é sinal que me estão a agradar. E é com esses que constituí uma lista de 20. Pelo meio, há 2 ou 3 álbuns de rap que me agradaram bastante, e por isso não os podia deixar de fora.
A ordem apresentada é apenas alfabética.



:: (n1nth)cloud - Sides (hip-hop, indie)
:: Anomie Belle - Sleeping patterns (downtempo, trip-hop)
:: Blue Sky Black Death - Slow burning lights (electro-pop, trip-hop)
:: Costanza - Sonic diary (electronic, trip-hop)
:: ElodieO - Stubborn (electronic, trip-hop, disco, dub)
:: Everybody Loves Irene - On second thought, i might wanna change some things (trip-hop)
:: Factor - Chandelier (hip-hop, indie)
:: Jen - Mellow dramas (downtempo, lounge, spoken-word)
:: Kanye West - 808s & heartbreak (electro/synthpop)
:: Kleerup - Kleerup (electronic, pop, dance)
:: Mackintosh Braun - The sound (electro-pop)
:: Marbert Rocel - Speed emotions (deep minimal house, electronic, jazz )
:: Milosh - iii (electro-folk, downtempo)
:: Pentatones - Mosaique beats ensemble (trip-hop, electro-jazz)
:: Portishead - Third (trip-hop)
:: Roddy Bailey - Edge of town (electro-pop)
:: Sadistik - The balancing act (hip-hop, indie)
:: Sebastien Tellier - Sexuality (electro/synthpop)
:: The Deer Tracks - Aurora (indie, electronica, downtempo)
:: The LK - Vs the snow (electro-pop)

24 Dezembro 2008

Just press play #5

Um grande vídeo e bom Natal!

Kraak & Smaak - Squeeze Me

Boogie Angst download

22 Dezembro 2008

Descobri este projecto algures na rede. Por curiosidade resolvi ouvi-lo e fiquei surpreendido com a sonoridade, porque do que é dito eu não percebo nada. Isso deve-se ao facto de ser um projecto vindo da Rússia e das letras serem em russo também. O grupo tem este simpático nome Т.Ч.К. e este ano lançaram o álbum com um título não menos simpático, В дожде. Não tenho nenhuma informação sobre o grupo para além desta que aqui dei, mas se eu conseguisse perceber a língua russa, talvez pudesse dizer algo mais. Quanto à sua sonoridade posso dizer alguma coisa. Apresentam um trip-hop melancólico, obscuro, e numa ou noutra música aparecem uns traços de jazz, mas muito poucos. Tem uma voz em jeito de spoken word, que devido às suas características, ajuda no tom obscuro que a música por si só já carregava.Deixo aqui a música Neokonchenaya telegramma, ou utilizando os caracteres russos, Неоконченая телеграма. Ouçam porque vale bem a pena!

Т.Ч.К. - Neokonchenaya telegramma

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21 Dezembro 2008

Little People é o nome de guerra do produtor suísso Laurent Clerc. Com um álbum lançado até ao momento, de acordo com as poucas informações que consegui recolher, Clerc já fez muito trabalho na música. Traz um trabalho instrumental que é influenciada pelo trip-hop, por ambientes cinematográficos e pelo hip-hop. Do seu álbum Mickey Mouse operation (2006), é isto que se diz:

"Laurent delivers an album that makes absolute sense in the Illicit oeuvre. Part breaks and beats instrumentals, and part cinematic soundfields, it owes much to the influence of Deadly Avenger by way of Portishead and Mo’ Wax. Although you can sense the delight of visual programmers everywhere at such a perfect selection of music to backdrop their film or TV show, the music deserves a much more focused attention with intricate melodies interlaced with soulful backing."

Little People - Basique
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19 Dezembro 2008

Sacha Ring, de nome artístico Apparat, é um dos grandes nomes da cena electrónica provenientes de berlim. Fundou em 1999 o selo shitkatapult, juntamente com o produtor T.Raumschmiere e lá foi lançando um techno experimental, que não era para qualquer ouvido. Mas com o decorrer do tempo, a sonoridade foi ficando mais próxima de um electropop e onde a maquinaria passou a dar lugar ao sentimento e à emoção. As melodias começaram a crescer e os ambientes tornaram-se mais penetrantes e mais pop. Em 2007 lança o excelente Walls, um álbum onde se combinam ruídos digitais e orquestrações orgânicas e onde já aparecem vozes, tanto a de Sacha como a do dinamarquês Raz Ohara. Em 2006, no álbum Orchestra of bubbles, juntamente com Ellen Alien, já se nota uma viragem às sonoridades mais pop ou aquilo que será um techno-pop e isso fica então bem definido em Walls. anteriormente, Apparat tinha lançado os álbuns Multifunktionsebene (2001) e Duplex (2003), estes com uma componente mais experimental. Este ano lançou Things to be frickled, com remisturas que fez para outros e que outros fizeram para ele. Na minha opinião um pouco desiquilibrado, mas num álbum de remisturas corre-se sempre esse risco com mais probabilidade.
Para ouvir fica o excelente single Arcadia, retirado de Walls.

Apparat - Arcadia

Walls download

De Seattle chega Anomie Belle, projecto de Toby Campbell. Esta senhora que é compositora, produtora, vocalista e multi-instrumentista, já trabalhou em cidades como Madrid, Glasgow, Londres e Buenos Aires entre outras. Lançou agora o álbum Sleeping patterns, onde conta com a ajuda de Anna-Lynne Williams nas vozes. O álbum apresenta uma sonoridade trip-hop entre o melancólico, luminoso e com umas frestas de um certo obscurismo, bem produzida e que recorre a violinos, pianos, guitarras acústicas e saxofone de vez em quando, dando-lhe uma componente orgânica muito forte. A voz suave e doce de Anna-Lynne Williams é a cereja no cimo do bolo. Um excelente álbum para finalizar o ano em beleza.

Anomie Belle - How can i be sure

Sleeping patterns download (cortesia de indoor music)

17 Dezembro 2008

Jen (não confundir com Jem), uma web designer e poeta, certo dia algures em Washington, ao ouvir uma música de uma compilação chillout, resolveu recitar por cima a sua poesia. Inspirada pelo momento , foi repetindo o gesto e viu a sua poesia fazer mais sentido e pensou que a poderia fazer chegar ao público por outro meio. A partir daí pensou que o som e as suas palavras poderiam tornar-se num só. Começou por enviar os seus poemas ao produtor e dj alemão George Solar e este impressionado pela escrita, resolveu distribuir a poesia a produtores amigos. A primeira aparição de Jen na música foi no tema Inside out, incluido no álbum Guestbook de Solar Moon, projecto do dito produtor. A partir daí começou a definir-se o álbum de estreia de Jen, Mellow dramas, lançado este ano. Neste álbum, onde a electrónica encontra a poesia, os produtores são muitos e bons. Kieser.Velten, Solar Moon, Gelka, Razook, Busy People, etc, constrõem bases que vão desde o trip-hop, downtempo, electro-jazz, chillout e dub, para as palavras e voz doce de Jen. Altamente recomendado este álbum!Para ouvir fica o tema Inside out, que como eu já referi, faz parte do álbum Guestbook de Solar Moon. O álbum de Jen não foge nada a esta amostra.

Jen & Solar Moon - Inside out

Mellow dramas download

16 Dezembro 2008

Do Texas chega Diego Chavez, de nome artístico Aether. Anteriormente esteve envolvido em projectos como Otic Angst e A.M. Architect, com o qual lançou o álbum Collapsing culture em 2006. Este ano Aether lançou o excelente Artifacts, um álbum instrumental (ou quase), com sonoridades downtempo, com traços trip-hop e elementos hip-hop, presentes essencialmente nas batidas. Esporádicamente aparecem samplers de vozes misturados com toques de jazz, pianos doces, guitarra acústica e mais uns quantos instrumentos samplados. Com tudo isto se constroem melodias luminosas, ambientes calmos e muito relaxantes para a cabeça. Deixo para ouvir o bonito tema Variance. Este tema tem um sampler de uma música, que faz parte da banda sonora de um filme que eu já vi mais do que uma vez, mas que não me consigo lembrar qual. Se alguém souber, diga...

Aether - Variance

Artifacts download

15 Dezembro 2008

Grains será o título do novo álbum dos Bozoo Bajou, com lançamento já anunciado para Fevereiro do próximo ano. A dupla alemã Florian Seyberth e Peter Heider lançou em 2001 o fantástico Satta e em 2005, o não tão entusiasmante Dust my broom. Pelo meio meio ficou um álbum de remixes e a compilação Juke joint e já em 2006, continuam a saga e lançam Juke joint vol. II. A sua sonoridade é um cocktail de ambientes downtempo e lounge com dub, soul, blues e folk. No seu primeiro álbum a coisa era mais virada para um dub sensual e todo ele instrumental mas com Dust my broom, apareceram as vozes e com elas uma viragem a outras influências como a folk, os blues e a soul. A ver vamos o que vai estalar em Grains.
Para ouvir fica o tema Moanin' com a participação de Wayne Martin nas vozes, retirado de Dust my broom.

Boozoo Bajou - Moanin'

Dust my broom download

14 Dezembro 2008

Bombay Dub Orchestra é um projecto dos músicos ingleses Andrew Mackay e Garry Hughes. Com dois álbuns lançados, Bombay Dub Orchestra (2006) e 3 cities (2008), este duo oferece-nos uma música electrónica chillout, com sonoridades vindas da Índia, misturadas com algum dub exótico. Os seus álbuns contam com uma orchestra de músicos indianos que para além de tocarem uma parafernália de instrumentos de corda mais universais, também tocam a tradicional sítara. Nas percursões e no sopro ouvem-se as não menos tradicionais tabla e bansuri, para além de algumas aparições vocais indianas. A produção tem um toque muito cinematográfico ao bom estilo dos filmes de Bollywood. Confesso que a minha paciência para esta modinha de pegar em sons orientais e fazer chillout, não é muita, mas a Bombay Dub Orchestra vai para além disso.

Bombay Dub Orchestra - Mumtaz
3 cities download

13 Dezembro 2008

Diferente #5

Do Texas não vêm só maus presidentes. The Lovely Sparrows e o seu indie pop.

The Lovely Sparrows - Year of the dog

O senhor Kanye West não necessita de apresentações. Um dos produtores e rappers mainstream mais vanguardistas, acaba de lançar 808s & Heartbreak. Um álbum surpreendente ou talvez não, tendo em conta algumas indicações deixadas no seu anterior LP Graduation.
E como ando com pouca vontade de escrever e tenho encontrado umas críticas que me agradam, deixo aqui um texto escrito por Davide Pinheiro no Diário Digital.

"...mas é admirável a capacidade reinventiva deste tipo. Cada vez mais distante de território hip hop, deixa fluir uma mecânica adquirida a ouvir muita pop electrónica, tendência que o anterior «Graduation» já denunciava. «808s & Heartbreak» é mais que o futuro do hip hop. É o presente da pop.
Obcecado pelo sintetizador Roland TR-808 e pelo Auto-Tune (programa que permite a subversão de voz através de vocoder), Kanye foi abandonado pela namorada e viu a sua mãe falecer. Numa era simbiótica, a aliança entre a tecnologia e o factor humano é apaixonante.
Kanye demonstra uma urgência em posicionar-se perante a sociedade que o torna uma espécie de Barack Obama da pop. Camaleónico e atento ao que o rodeia (a presença de Lil`Wayne em «See You In My Nightmares» não é inocente), consegue o que todos almejam. Chegar à quarta temporada e tornar o enredo aliciante."

E mais, este disco é fodástico, veja-se o excelente Love lockdown. E isto é só uma amostra

Kanye West - Love lockdown
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12 Dezembro 2008

De Kalabrese é isso:

"Já por aí foi dito que o suíço Kalabrese – Sascha Winkler, o seu verdadeiro nome –, e o seu álbum de estreia Rumpelzirkus (2007), ganha essencialmente pela diversidade a que sujeita a música house. É verdade. Talvez também seja verdade que desde Bodily Functions de Herbert que não se ouvia tamanha capacidade de sincretismo e especulação em torno de velhas técnicas de composição de canções. Ou mesmo que o sentido de originalidade seja recuperado por um olhar sério e transversal pela música pop sem nunca tirar a ideia do micro-house. Certo é que Rumpelzirkus é a verdadeira concretização de uma house branca e arredada da velha matriz soul e que por entre a manipulação da matéria-prima pop, exprime-se como à muito o não fazia.

Um sonho infantil pode abrir espaço a uma arena onde os sons vagueiam à sua vontade. Mas quando soa o apito final, todos esses sons sabem ocupar o lugar correcto no tempo e espaço. Rumpelzirkus não será certamente o facto estético pelo qual todos almejamos, mas a aparente inocência a que nos sujeitamos num disco – talvez excessivamente longo – que tanto alude à nostalgia dos tempos mais pop de uns Underworld, os dias mais carismáticos de Herbert ou à melancolia de David Sylvian e abraça simultaneamente, de forma coerente, a gramática da música destes últimos tempos, já serão motivos de sobra para escutar todos estes deliciosos malabarismos.

Uma vez mais é a diversidade que nos assalta. É um empilhamento de várias referências – entre elas a folk – num único trapézio que, baloiçando obliquamente, sabe equilibrar com habilidade diversas estéticas sem nunca perder o centro gravitacional. E não fosse a longa extensão de todo alinhamento o único defeito, teríamos em mãos uma obra-prima que revelaria ao mundo um novo paradigma house. Por agora renova-se o gosto pelos sons de Chicago com a inteligente habilidade de um artista que, corajosamente, se lançou pelo ar sem a corda do pragmatismo."

Rafael santos in bodyspce.net

Kalabrese - Hide

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11 Dezembro 2008

Ruben Kindermans é mais uma daquelas personagens que se move dentro do mundo hip-hop mais abstracto e indie. Elemento integrante de projectos como Cavemen Speak, Gunporn e Zucchini Drive, tem também o seu projecto a solo de seu nome Nomad. E é precisamente deste seu projecto que vou aqui falar, embora falarei aqui posteriormente dos Cavemen Speak, um dos meus preferidos. Nomad até à data tem dois álbuns editados, Lemon tea (2006) e Cats and babies, acabadinho de saír. No seu primeiro LP, brinda-nos com aquilo a que o próprio chama de “Bedroom hiphop folk”. Canções graciosas lo-fi e melodias bem costruídas, com letras inteligentes e com a voz de Nomad que nos leva a traçar semelhanças com homem da Anticon, Why?.
Em Cats and babies, as melodias simples continuam a ser a base, embora as batidas apareçam menos e pareçam mais próximas daquilo que será o som de uma bateria. O piano aparece em muito mais evidência, dando uma intensidade extra às músicas, e as letras de Nomad são mais pessoais.
E de Cats and babies, fica aqui o vídeo de At your house, o prímeiro single do álbum.
Nomad - At your house
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10 Dezembro 2008

O projecto Nikkon é conduzido pelo o grego Nikos Bitzenis, uma das mais importantes personalidades na musica moderna grega. Nikos foi um dos membros fundadores do grupo grego de música electrónica com mais sucesso, Mikro. Com o seu projecto a solo, lançou já dois álbuns, Poladroid (2006) e Utopia (2008), onde se distancia um pouco da sonoridade que tinha vindo a fazer com os Mikro. Em Poladroid, Nikkon oferece-nos ambientes sonoros mais dentro do downtempo e chillout. Cria melodias calmas combinadas com a voz suave de Maria Papadopoulou. No álbum Utopia e daquilo que ouvi no myspace, parece-me haver lugar a uma electrónica ligeiramente mais minimal e experimental, albergando outras influências, mantendo contudo a veia chillout.
Para ouvir fica o single Sunday, retirado do seu primeiro álbum.

Nikonn - Sunday

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09 Dezembro 2008

Jet Tricks é um projecto constituido por Paul Elliott e Jamie Lawrence. Estes londrinos lançaram este ano o álbum Remote control, onde contam com a participação de AdeFunke, na sponken word. A sonoridade tem muito groove , traços jazz, melodias downtempo e muita paz e com a poesia de AdeFunke a trazer-nos experiências de vida e muito amor. Ao ouvir o álbum, entra-se numa viagem sonora relaxante e introspectiva. Para uma melhor descrição, deixo aqui do myspace da banda, o seguinte:

"A two man groove machine in control of bags of breaks and tons of instruments running on nothing but biscuits and coca-cola have emerged to create upfront, diverse and innovative music - with the help of some of the best poets, singers, rappers and musicians this duo produce serious music with a sense of humour...inbetween trips to the 24hour garage for for more jammie dodgers and bottles of coke... They are currently working with spoken word artist Miss AdeFunKe ... Go on have a listen!"

Jet Tricks - Bagel baking

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08 Dezembro 2008

Tara King Th. é um projecto francês criado em 2002, e deve o seu nome à actriz Tara King, que sucedeu a Emma Peel na série de culto Os vingadores. Nesse ano lançam o álbum Sequence 01, fortemente influenciado pelo som de Bristol. Este primeiro álbum traz uma sonoridade sombria mas sensual, ao estilo dos Portishead e dos Massive Attack. Há um bom equilibrio entre as electrónicas e a voz, o que transforma esse som obscuro em algo mais luminoso do que a uma primeira audição, não se consegue sentir. Em 2005 lançam o seu segundo LP, The Tara King Theory, e aqui a coisa muda um pouco de figura. O som que até então era soturno passa agora a ter bem mais luz. É uma luz agora virada para o electro-pop, com uma tendência cinematográfica mas mantendo a harmonia, o sentimento e o intimismo. Há menos electrónica e mais instrumentos, dando por vezes um toque de jazz à sonoridade. Em 2006 é lançado o EP A Sigh of Relief..., que mantém a mesma sonoridade que o seu antecedente. Deixo aqui dois vídeos para tentar ilustrar o percurso sonoro da banda. O primeiro vídeo é do single Screwy girl, retirado do álbum Sequence 01, o segundo é do single A sigh of relief, retirado do EP com o mesmo nome.

Tara King Th. - Screwy girl


Tara King Th. - A sigh of relief
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05 Dezembro 2008

Chop Chop é um grupo de Los Angeles, formado inicialmente por Catherine Cavanagh, Christy Cheng e Carla Caruzzo. O nome Chop Chop adveio do facto das iniciais dos nomes serem o C. Actualmente a formação já não é a mesma, e da formação original resta apenas Catherine Cavanagh, que é a responsável pela escrita das canções, pelas vozes e por alguns instrumentos. Em 2006 lançaram o álbum homónimo e no mês passado lançaram Screens, ambos caracterizados por uma sonoridade pop electrónica, com estilhaços trip-hop e indie. Álbuns que trazem diferentes sons e emoções, empregando estruturas musicais centradas em boas programações electrónicas, a que se junta tanto a guitarra acústica como a eléctrica, e outros instrumentos analógicos. A voz doce de Cavanagh dá luminosidade e delicadeza a toda esta construção musical. Fica para ouvir o tema In a room, retirado do álbum Screens.

Chop Chop - In a room

Screens download

03 Dezembro 2008

Mathias Delplanque nasceu no Burkina Faso em 1973, estando agora radicado em frança. Artista dedicado à pintura, escultura, crítica musical, instalações sonoras e composição, resolveu juntar alguns músicos de formação e geografias distintas e formar o projecto Lena & the Floating Roots Orchestra. Nesta aventura há músicos provenientes do free jazz, da world music, do post-rock, da pop, da França, dos EUA, de Inglaterra, etc. Com este projecto lançou este ano o álbum Lost-wax (embora já tenha lançado os álbuns Lane em 2002 e Floating roots em 2004, só com o pseudónimo Lena), que nos oferece a junção de todos estes mundos, criando uma sonoridade com contornos de jazz, trip-hop, dub e música africana. A ajudar a criar ambientes urbanos e nocturnos juntam-se ainda as vozes de Black Sifichi, Daniel Givens, Julien Jacob, Neil Carlill e Alice Lewis. É um álbum que fala de solidão, reencontros, libertação, amores, decadência, é uma música que cheira a fumo de bares vazios ou lembra ruas com luzes fundidas e pessoas perdidas na noite. Tudo isto sob a batuta de Mathias Delplanque.

Lena & The Floating Roots Orchestra - Live @ Le Triton

Lost-wax download

02 Dezembro 2008

Velure é um grupo que chega de Melbourne, Austrália, embora a sua vocalista seja irladesa. Constituidos então, por Lynette Moran, vocalista que também dá uma mãozinha no acordeão, por Roy John nos beats, Christopher Hale nas guitarras, Dan West nos sintetizadores e por Lauchland Carrick nas teclas e nos sintetizador. Este colectivo cria uma fusão harmoniosa entre tradicional e o electrónico, utilizando guitarras e baixos, violinos, cellos, acordeão e um conjunto de caixas de música. O resultado de tudo isto, é um trip-hop melodioso que vai do soturno ao luminoso, fazendo-nos lembrar por vezes os Portishead, mas não com uma voz tão sofrida como a de Beth Gibbons. Care for fading embers (2005), seu álbum de estreia e único até ao momento (de acordo com as minhas informações), começa com o tema Music from outside, que contou com a colaboração do produtor norueguês Erik Lloyd Wolkoff (que trabalhou com os Portishead e Coldplay, entre outros) e que faleceu ainda durante a gravação do álbum, acabando por este acontecimento se reflectir em toda a construção do disco. Segundo o myspace da banda:

"...The resulting album reflects the all the emotion, passion, beauty and sadness of the long journey to its completion, and will be dedicated to Eriks memory"

E é precisamente o tema Music from outside que deixo aqui.

Velure - Music from outside

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01 Dezembro 2008

Os Blue Sky Black Death, de quem já falei aqui, depois do lançamento do excelente Late night cinema, voltam à carga com o ainda mais excelente Slow burning lights, agora com a colaboração de Yes Alexander nas vozes. Desta vez trazem um álbum que embarca em sonorididas trip-hop e dream-pop. É produção de alta qualidade, aquilo que a dupla Kingston e Young God sabem fazer melhor, apresentando a voz de Yes Alexander, que dá um toque ainda mais sumarento ao disco e uma brisa um pouco indie-pop. São dez canções com paisagens sonoras quase cinematográficas, como acontecia no anterior LP, bem construidas e onde se vê que quem sabe fazer boa música a pode fazer independentemente do estilo. Dado que ainda não há vídeo, fica para ouvir o tema Come inside.

Blue Sky Black Death - Come inside
Novo link
Slow burning lights download

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