27 Fevereiro 2009

Healamonster & Tarsier chegam de Brooklin e são eles Burgess Tomlinson e Rona Rapadas. Segundo as minhas pesquisas lançaram um álbum de dub experimental de seu nome Underwater hunter, coisa que vendeu poucas cópias, e este ano voltam com Cupcake cave. Este álbum traz sonoridades electro-pop, trip-hop e ambiente. Tarsier já tinha trabalhado com o MC/produtor Alias, do qual resultou o álbum Brookland/Oaklyn, lançado pela Anticon em 2006. Neste Cupcake cave, podem encontrar-se pontos de contacto com o trabalho lançado com Alias. e mais vem daqui:

"Healamonster & Tarsier are a Brooklyn production duo (Burgess Tomlinson and Rona Rapadas) who combine elements of ambient pop with experimental electronics and acoustic psychedelia. They specialize in moody, textural, sprawling, unconscious music pulled from cellos, acoustic guitars, dolphin conversations, programmed beats, magic mountains and thunderstorms. Harmonious and haunting he/she vocals ride alongside elastic, mostly midtempo, beats, though at times instrumental tracks can peddle up and over 140 bpm."

Healamonster & Tarsier - Daxmosphere

Cupcake cave download

26 Fevereiro 2009

General Elektriks é o projecto do francês Hervé Salters (também conhecido como LV entre os amigos). Este aficionado por teclados vintage conta com dois álbuns na sua discografia, Cliquety kliqk lançado em 2005 e o acabadinho de saír aí por este mundo cibernético, Good city for dreamers. Com a sua maquinaria vintage, faz um som que anda também à volta da sonoridade vintage. com o seu clavinet, wurlizter, hammond B-3 ou Fender Rhodes apresenta uma electrónica que tanto dá para o jazz, como para o funk, o pop ou o downtempo. É um som que pode não agradar logo ao início, mas experimentem ouvir mais do que uma vez.
Para ver e ouvir fica o single Take back the instant, retirado do seu último álbum e que tem um belo vídeoclip.

General Elektriks - Take back the instant

Good city for dreamers download

25 Fevereiro 2009

Depois de uma pequena ausência, devido a circunstâncias imprevistas, que contrariam o percurso natural da vida e que deixam o ser humano com estados de alma pouco tranquilos e com a sensação muito grande de injustiça, volto a postar no blog e agora para manter a regularidade que lhe é característica, até porque a música não tem culpa.
Desta vez trago uma proposta vinda do Arizona, Estados Unidos. São eles os Blind Divine, constituidos pela designer, escritora e vocalista Paula Catherine Valencia e por Daniel Martin Diaz, pintor, artísta gráfico e compositor. A sua música poderá catalogar-se como um trip-hop melancólico, sensual mas ao mesmo tempo sombrio com melodias downtempo entre o electrónico e o orgânico. Da sua discografia fazem parte os álbuns Devouring the beautiful (2005), Desire to destroy (2006), Music for unmade movies Volume 1 (2006) e Queen of venom (2008).
No site da banda diz-se isto:

"The music of Blind Divine is best described as “art music.” These prolific and experienced artists have embraced a creative style that is as unconventional as it is carefully crafted, allowing subtle nuances to collide with deliberate profoundness. Their “musical paintings” may be a thirty second interlude designed to lure the listener into an otherworldly dreamscape, where floating rhythms, ethereal vocals, haunting piano, or effected guitars become a palette of many hues, a sonic texture that conjures a visual aesthetic. While others embrace a mix of moody beats and emotional vocals, where the “art music” becomes the theme of an enigmatic dream that is as strange as it is inescapably familiar in a delicate and abstract world, imbuing an ultra awareness of emotion, love, hate, fear, pain, life, death, elation, or faith, and inviting the imagination to ruminate."

Para ouvir fica o tema Letting go, extraído do seu último álbum.

Blind Divine - Letting go

Queen of venom download
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21 Fevereiro 2009

Porque tudo começa e porque tudo acaba...

Paniyolo - Green & cloud

I'm home download

19 Fevereiro 2009

Nylon Rhythm Machine aka Tim Gomersall, vem de terras de sua majestade. O seu álbum e único até então, Fanta vista (2006), traz influências de downtempo, break-beat, hip-hop, jazz, funk e alguma música latina. A acrescentar só o que fui roubar aqui:

"What happens when two hippies from the swinging sixties, one of which was the guitarist in a band called "The Playboys", raise a child who experiences his musical maturity in the late 80s and early 90s? He becomes Nylon Rhythm Machine (aka Tim Gomersall) and couples his guitar playing skills with his love of hip-hop and latin rhythms and funk so he can "make music for people to chill with on hot summer evenings, while sipping sangria and winking at the ladies. ...sampling anything and everything and mixing them together, to see what made people nod.".

His influences came from his own the funk, jazz and hip-hop crossover of labels like Ninja Tune and Mo' Wax. "I'm tending to make music that is metaphorical of certain moments or feelings. For example, 'Vanilla' is about triumph, and 'One Rubber' is about waking up after a really good sex. Most songs that seem to work are usually written at a time when I feel particularly high or low, for some reason. But more often than not I'm just looking for something that can make people sit back, close their eyes and forget about everything for 5 minutes."


Nylon Rhythm Machine - Vanilla

Fanta vista download

Redlounge Orchestra é um projecto oriundo de Hamburgo, Alemanha. Constituido por Carsten Roggenbuck, responsável pela produção, programações e cello, e por Christoph Drave que trata das guitarras e violinos. A sua sonoridade alberga lounge, downtempo e chillout. É uma música para relaxar e que trata bem os ouvidos. Para além das electrónicas utilizadas, esta Redlounge Orchestra acrescenta-lhe instrumentos acústicos como o violino, o cello e a guitarra, tornando o som mais orgânico. Em 2006 lançaram o álbum Photogrammes, entretanto e segundo o seu myspace, preparam o seu segundo LP, que irá dar pelo nome de Slow motion city. Chillout my man!

Redlounge Orchestra - Liquid cool
Photogrammes download

16 Fevereiro 2009

Há uns tempos atrás, falei aqui do projecto The Dolls, projecto esse que juntava Antye Greie, Craig Armstrong e Vladislav Delay. Agora venho aqui apresentar o projecto que envolve só Antye Greie-Fuchs e Vladislav Delay. A dupla AGF & Delay apresenta uma electrónica experimental, a tocar no trip-hop mais vanguardista, no pop experimental, em paisagens sonoras dissonantes por vezes, em micro-samplers. As electrónicas de Delay juntam-se à agri-doce de AGF que fica entre a spoken-word e o cantado. Já contam com dois álbuns na bagagem, Explode (2005) e agora em 2009 lançam Symptoms. Ambos partilham a mesma linguagem e por vezes sente-se uma tensão sexual, ou não fossem os dois namorados:-). E como dizia o poeta, primeiro estranham-se e depois entranham-se.
Para ver e ouvir fica o single A distant view, retirado do primeiro álbum. O bónus é já o novo álbum.


AGF & Delay - A distant view

Symptoms download part1 & part2

14 Fevereiro 2009

Os Junior Boys de Jeremy Greenspan e Matt Didemus, começaram a sua saga musical com o álbum Last exit (2004), em 2006 lançam o excelente So this is goodbye que continha o viciante tema In the morning. Agora em 2009 voltam à carga com o seu pop electrónico-meio-dançável através do álbum Begone dull care (álbum que está previsto ser lançado para finais de março, mas que já circula aí pela rede). O título do álbum é uma é uma homenagem a um curta metragem de Norman McLaren, importante realizador de animação dos anos 50. Eles dizem ter grande influência na concepção deste seu último LP, através da meticulosidade que ambos aplicaram na sua criação. Pode-se dizer que este Begone dull care segue a mesma linha dos anteriores álbuns Junior Boys, o que talvez até seja bom, porque a fórmula parece resultar. Para complementar esta minha informação, fui a http://www.volumetone.wordpress.com/, buscar o seguinte texto, que achei maneirinho.

"... parecemos deparar-nos com Greenspan e Didemus mais alegres e optimistas, o que para além de nos remeter para o tal aviso ‘camp’, não deixa de ser uma certa surpresa se nos recordarmos que Begone é o trabalho de mais de dois anos para estes dois, agora separados fisicamente por um oceano, Greenspan ainda vivendo no Canadá, Didemus tendo-se mudado para a Alemanha. Ainda assim, porque não segui-los no seu positivismo quando se saem com material tão imediato como Bits & Pieces, tão afectante como Parallel Lines ou tão contagiante como Dull To Pause. Begone mostra-se com audições repetidas cada vez mais, e mostra-se não ficar nada a dever aos seus antecessores. Hazel, a escolha de primeiro single retirado do álbum, não é propriamente um In The Morning, até porque se multiplica em camadas durante seis minutos, mas sem perder nenhum do imediatismo vê-nos atraídos para voltar a ouvi-lo vezes sem conta. As harmonias vocais de Hazel são uma excelente adição ao que já tinham para oferecer os Junior Boys, mas não é a única surpresa que ouvimos em Begone. Talvez o número que mais me impressionou foi a deliciosamente folky Dull To Pause, uma entrada directa nos clássicos da banda. Dull To Pause é mais uma faixa de uma primeira parte imbatível em Begone. As melodias vocais irrepreensíveis de Parallel Lines, a repetição ensombrante em Work, o single óbvio e viciante que é Bits & Pieces com aquele ‘I see you better when the lights are out’, encarregam-se do resto. Na realidade, Begone Dull Care é business as usual para os Junior Boys."

Para ouvir fica o tema The animator, com um videozinho minimalista :-)

Junior Boys - The animator
Begone dull care download

12 Fevereiro 2009

Corria o mês de agosto de 2007, e eu falava aqui pela primeira vez do dj, produtor e engenheiro de som francês Alif Tree. Ele está de volta com um novo álbum de seu nome Clockwork. Continua com o seu electro-jazz, trip-hop, downbeat, mas desta vez acrescenta-lhe canção e até umas pitadas de soul e blues. Na minha opinião, este álbum será talvez o mais completo da sua discografia, mas não necessáriamente o melhor. E daqui roubei descaradamente o seguinte excerto:

"Colckwork é diferente, mais orientado para o formato canção. Foi gravado em Nashville com alguns músicos como o lendário Tony Joe White. O álbum é generosamente fornecido com melodias, etéreas e muito ricas, é uma banda sonora para uma aventura imaginária com romance, drama, perseguições e um final feliz canalizado a partir dos anos 60."

E como ainda não há vídeo para o novo álbum, fica aqui o tema Belle, retirado do seu antecessor French cuisine.

Alif Tree - Belle
Clockwork download

10 Fevereiro 2009

Depois de uma ausência forçada, estou de volta e com uma máquina nova. E para regressar vai ser em grande. A dupla Richard Dorfmeister e Rupert Huber, regressam com mais um longa duração, o quinto da carreira desta parceria. Os Tosca em No hassle, parecem voltar-se para viagens mais calmas e mais ambiente, mas não perdendo aqueles baixos e aquelas pitadas de dub que eles tão bem sabem utilizar. Há em No hassle uma combinação de samplers e instrumentos ao vivo, criando uma combinação deliciosa de som. Tudo isto que eu escrevo pode parecer suspeito, já que eu sou um fã incondicional de todo o trabalho dos Tosca. Confesso que a princípio pareceu-me faltar ali algo dos Tosca a que me tinha habituado, mas foi só uma questão de tempo, para ver que estava enganado. No hassle é um álbum recomendadíssimo.
Como ainda não há vídeo, fica aqui o tema Heidi Bruehl do seu anterior álbum J.A.C.

Tosca - Heidi Bruehl


No hassle download

03 Fevereiro 2009

Aqui o blog vai ficar parado durante alguns dias, porque o meu computador vai para compor.
Espero que o arranjo seja breve e que dentro de poucos dias, eu já aqui esteja a dar novidades musicais.
Saudações a todos e vão passando por cá, porque a qualquer momento pode rebentar a bomba :)

de Pina

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